terça-feira, 7 de abril de 2015

Diário de Gravidez - Primeiras impressões

Durante 28 anos e 8 meses eu afirmei para mim e para a sociedade que me rodeia que, em hipótese alguma, ficaria grávida. Esta afirmação foi consolidada em uma consulta médica que me reduziu a quase, QUASE, zero as possibilidades de ser mãe; o que de certa forma me deixou incomodada.
Por que? Porque entre escolher não ser mãe e não poder ser mãe existe um abismo.

Chegando o início de março de 2015, eis que, ao abrir um exame de sangue de desencargo de consciência, lá está, números, muitos, tantos que embaralharam-se na minha frente, rodopiaram e saltavam contra meu rosto como se quisessem se divertir com a minha confusão mental. Eles diziam, você está grávida!

Eu olhei para o poço de luz e cogitei, por um breve (não tão breve) momento, que não seria uma morte tão dolorosa e abracei a possibilidade como se fosse um cobertor quente e acolhedor.
Nossa, que mulher dramática? É isso que você está pensando? Pois aceita que dói menos, ninguém, NINGUÉM, a menos que tenha um distúrbio muito forte, pula e saltita de alegria quando descobre que está grávida. Isso é na novela.
Aquele primeiro impacto te atinge como um tapa na cara, como um grito no fundo da cabeça onde realidade e negação se confundem, trocam de lugar num lugar que de repente parece ter ficado vazio e só existe uma frase que ecoa: Você está grávida.
Evidente que nesse momento, recorremos a alguém que possa olhar o exame e dizer que aquilo é um engano, então liguei para minha comadre e ao confirmar o fato inegável, começa a segunda fase do estágio de desespero: Quanta merda eu fiz nesses últimos dias estando grávida?
Eu bebi, sambei, sapateei e rolei na cara da sociedade e esta criança estava aqui, sendo gerada por mim!
Eu tinha sangue no olho, eu queria ir no médico e arrancar os bigodes dele e perguntar como eu tinha ficado grávida com possibilidade zero, quando me lembrei que era QUASE zero e que o quase é de um poder estrondoso. 
Não se enganem mulheres, a sociedade é uma filha da puta, a mídia que faz aquelas lindas e doces propagandas sobre maternidade só querem uma coisa: dinheiro. Para isso eles farão de tudo para te convencer que serão 9 meses lindos. É mentira. Não é uma revolta, nem um ódio, nem uma medida desesperada com a minha gestação, é a necessidade de desmistificar essa pressão que a sociedade faz para que as grávidas estejam sempre sorrindo e amando desesperadamente seus bebês.
Chegamos aos 2º mês de gestação ou 08 semanas, que descobri o porque das semanas, afinal, é em cada uma delas que um pequeno milagre acontece com o embrião e ele vai ganhando estruturas e melhorando as já existentes.
Eu enjoo quase 24h por dia. Eu tenho prisão de ventre. Eu sinto um sono equiparado a alguém que foi picado pela mosca Tsé-tsé (vide Google). Ninguém pensa que estou grávida e sim que estou gorda. Meus seios doem tanto que eu já me peguei falando com eles e tentando consolá-los dizendo que vai passar. Eu passo os dias e noites como creme e óleo por todo corpo para tentar minimizar e evitar as estrias. Os desejos são reais, assim como o vômitos que os precede. Eu como uma maçã e se eu vomitar 15 minutos depois não vomitarei a maçã porque ela já foi totalmente absorvida. Eu sinto fome e sinto enjoo simultâneo, já nem sei dizer o que é o que.

Expectativa:
 Realidade:

Não existe mágica nesse momento, a confusão mental, a desconstrução e construção de uma pessoa totalmente nova é dolorosa eu arrisco dizer brutal. 
Passei dias como o Goku, na nuvem, olhando os acontecimentos de fora, sem compreender exatamente o que estava acontecendo, sem me sentir grávida estando grávida. Sem me reconhecer no espelho.
Descobri que essa á uma reação comum, que o mundo não te conta porque não acha bonitinho e cuti-cuti e nhé nhé nhé e gugudadá. A maioria das grávidas usa uma máscara de felicidade enquanto tenta entender as mudanças físicas e a desestruturação psicológica enquanto se sentem culpadas por não sentirem o amor que o mundo espera que elas transbordem; sem saber que esse amor NÃO É INSTANTÂNEO, é construído, é dos pequenos momentos.
Ninguém ama instantaneamente alguém que não conhece, alguém que ainda não sente, ainda mais em meio a uma crise existencial. Eu me senti culpada, monstruosa,mas agora, real. 

Eu construo diariamente um contato com este pequeno ser humano que se estrutura dentro de mim, tento negociar um bom dia sem enjoo que ele/ela ignora já dando demonstrações de total desdém pela obediência.
Não existe obrigatoriedade aqui de que seja necessariamente a visão correta, é a minha e cada um aceita o que melhor lhe convém, mas ao menos considerar a possibilidade de que não existe mágica pode ajudar a encarar melhor a gravidez sem depositar grandes expectativas num primeiro trimestre que é bem difícil.
Ah, antes que eu esqueça, ouvir o coração bater é indescritível; aí realmente tem mágica.
    



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Sobre o tempo....

Mais de um ano distante do blog, hoje eu senti saudade.
Senti saudade de escrever, de me expor de uma maneira tão forte e intensa que mais que escrevendo, só se eu pusesse a bunda na janela para a vizinhança do prédio; mas está frio então, fico com a escrita, por enquanto.
Muita coisa aconteceu, muita mesmo; eu refiz meus últimos passos e em um breve comparativo, poderia considerar que minha existência deu um salto evolutivo nos últimos meses.
Eu casei. Sim, casei. Sério mesmo! 
E é bom e ruim, é maravilhoso e absurdamente claustrofóbico, é tenso e intenso, é conflitante e confortador. É pleno, forte e feliz mesmo nos dias difíceis.

Espero nunca me descasar, jamais acharei alguém que entenda meu vício por Harry Potter, Bruce Willis e gelatina quente; ou então aceitar que a minha bipolaridade esta piorando com a idade e que em dias de umidade eu simplesmente me torno um serial killer em potencial.
Eu mudei de apartamento, o que não muda em nada a sensação de continuar em um cortiço, ouvindo os vizinhos ao telefone ou ameaçando de arrancar as orelhas dos filhos; tudo enquanto estendo roupas e assisto tudo pelo poço de luz. 

Falando em estender roupas, é gasto de tão sabido que minha relação com a máquina de lavar é conflituosa, ela já tentou engolir meus braços e eu furei um dedo tentando arrancar pedaços dela; hoje atingimos um nível diferente de relação, ela tornou-se um bebê recém-nascido em que num breve descuido, ela alaga a casa e me condena a horas frustrantes de cócoras tentando remendar o estrago. (Preciso realmente aposentá-la.)

Eu me oficializei como professora do magistério estadual, com duas nomeações (yeah! só que não!), amarrada a intermináveis horas dentro do ensino médio; as vezes me sinto em um eterno deja vú onde nunca consigo sair do colégio e preciso de algumas horas para entender que não preciso mais me preocupar com a entrega de MINHAS notas. 
Honestamente, espero que eu possa, em breve, escrever um texto intitulado "Como eu me livrei do magistério para sempre..." mas, enquanto escrevo me dou conta de que poderia estar estudando e então, provavelmente ainda vai demorar, mas vai acontecer.

Eu não adquiri nada de realmente novo no quesito hábitos, mas aprimorei antigos e poderia com firmeza dizer que sou mestre na arte de dormir mais de 12h por dia sempre que possível e que minha revolta com o mundo vem tomando proporções assustadoras; tanto que, segundo meu esposo, eu consigo fazer uma "cara de ódio do mundo"; se isso não é amor verdadeiro, eu não sei o que seria. Não acham?
Eu reli alguns textos e comentários do blog nos últimos dias, senti vergonha.
Deletei o facebook e ao contrário do que a maioria das pessoas pensou, eu fiz isso porque estou bem.
Perdia tempo com joguinhos (sim, são legais), com atualizações cansativas, apelativas, depressivas,cheias de desejo de aceitação; peguei tanto nojo por estar perdendo um bom tempo com isso que resolvi sair e foi ótimo. 
Fora das redes sociais, ou pelo menos da mais badalada dela; leio mais, vejo mais filmes e vejam só, escrevo.
Recentemente visitei a livraria da minha cidade (compro livros online) e junto com meu irmão, constatei que pode-se conhecer as pessoas que vivem em um local pela qualidade das livrarias que tem. Alguns podem não concordar, mas não mudarei minha forma de pensar a  esse respeito.
Virei madrinha de uma menina linda que me alegra os dias e não muda em nada minha opção por não ter filhos. Tenho outro afilhado (é, eu sei, é estranho) igualmente lindo e que ainda não muda em nada minha opção por não ter filhos.
Depois disso me dei conta, do quanto nós mulheres, fomos manipuladas por anos pela sociedade machista. Sempre nos fizeram pensar que só seríamos plenas sendo mães, cuidando da casa e mantendo a família unidade como se essa fosse a obrigação da mulher. Não virei feminista, apenas repensei a maneira como fomos cegados por crenças antiquadas. Ver a verdade é libertador. Sou mulher e não mãe e isso não me faz menos plena, menos feliz, menos boa pessoa.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

O seu Jumento



O seu Jumento era um sujeito calmo, mas que dentro, sabia ter uma bomba- relógio.
Ele trabalhava tal qual seu nome e no final do mês, apertava o que dava do cinto para segurar para o próximo salário, mas tudo bem.
Ele precisava, de vez em quando (Graças a Deus, como dizia) de ir ao hospital, demorava, é bem verdade, mas conseguia sair de lá com receita de aspirina e então, tudo bem.
Os filhos eram muito bons, uns “rico duns guri”, saiam da escola e direto pra casa, saiam cedo geralmente, era junho e ainda não havia professor para algumas matérias, mas tudo bem, tinha das outras.
Mas um dia, um dia assim meio fechado, meio estranho, com um clima diferente; fez com que o seu Jumento não achasse tudo bem, conta-se que foi no dia que ele voltou do supermercado sem o básico.
Ele reclamou. E a bomba-relógio explodiu.
O seu Jumento gritou alto, enfurecido, indignado; desgastado pelas injúrias de uma vida de trabalho sem retorno, sem mais estar resignado com o ônibus lotado e em mau estado; literalmente cansado de carregar o peso da carapuça que lhe serviu durante tanto tempo.

Lembra-se hoje das palavras que ele não cansava de repetir: “Eu não quero e nem preciso que troque de governo, se tiver que trocar tudo bem eu ajudo na troca, mas o que eu quero é que além dessa luta partidária burra, além dessa disputa entre esquerda e direita, eu quero que: QUALQUER UM DAQUELES QUE TENHAM SIDO DIGNOS DO MEU VOTO (de confiança) SAIBAM QUE, SE AS COISAS NÃO ACONTECEREM DA MANEIRA CORRETA, SE EU NÃO PUDER TER ACESSO AO QUE EU PAGO PARA TER, SE EU TIVER QUE ARCAR COM A MISÉRIA NA MINHA PORTA PORQUE OS “GOVERNANTES” ROUBAM O MEU DINHEIRO, TERÃO, NÃO UM JUMENTO PARA APLAUDI-LOS E SIM UM GIGANTE PARA REPREENDÊ-LOS E SE NECESSÁRIO FOR, DEMITI-LOS. EU QUERO QUE ELES SAIBAM QUE SE NÃO ME RESPEITAREM ELES DEVEM TER MEDO DE MIM.”

sábado, 28 de janeiro de 2012

Testemunho de uma (quase) catástrofe


Uma vez, li que não existe nada pior do que um quase, o quase é o símbolo da incerteza, é a constatação da dúvida eterna do que poderia ser, do que poderia acontecer.
Não no meu caso.
Com a habilidade que desenvolvi ao longo da vida para atrair tudo que não presta ou potencialmente destrutivo, quando as coisas ficam no quase da minha vida significam: eu QUASE morri. Eu QUASE caí. Eu QUASE me quebrei. Eu QUASE quebrei alguém enquanto QUASE me quebrava.

Uma sequência não tão grande de QUASES quanto eu gostaria, frente as certezas de : Eu caí. Eu tranquei os braços na máquina de lavar. Eu consegui ferimentos inacreditáveis até para um ortopedista. Eu sou descoordenada ao ponto de fazer um shopping center me ojerizar enquanto “ARRASO” no guitar hero com guitarrinha.
Particularmente, eu vejo sob uma perspectiva bem tranquila e até engraçada, mas conviver com a certeza de que colocar o pé na rua pode ser perigoso requer muito positivismo.
Eu sou uma reclamona/realista por natureza e isso nunca vai mudar porque,  mais que uma marca registrada é meu espírito já demonstrando os sinais clássicos de envelhecimento precoce então quando eu falo é como uma velha com óculos fundos e corcunda, mas eu não sou assim fisicamente, para quem não me conhece.
Então vamos a lista dos acontecimentos mais improváveis de 2012:
- Me perdi na frente do prédio em que estava hospedada em Porto Alegre (é nesse momento que a palavra ANIMAL  faz todo sentido ¬¬);
- Me perdi de verdade em Porto Alegre, na chuva e consegui fazer um “lava pés” numa água muito suspeita;
- Travei uma batalha épica contra uma lagartixa dentro do meu banheiro, onde eu reuni toda minha habilidade motora com uma vassoura para tentar induzi-la a voltar para a janela (sem sucesso nos primeiros 30 minutos) até que ela cansou e foi sozinha até lá;
- Toquei “Carry on my wayward son” me sentindo um dos irmãos Winchester com aquela guitarra projetada para não ser tocada por mim, em um shopping center, em PÚBLICO e errei 70% das notas fazendo meu irmão pensar certamente em se desvincular de nossa família em cartório;
- Fui no cinema 6D e como uma índia que nunca saiu de sua tribo e vê a civilização pela primeira vez, eu gritei escandalosamente ignorando o fato de que havia uma câmera lá dentro e que pessoas do lado de fora viam o que acontecia ali; (eu me senti uma BBB, Besta, Burra, Biruta)
- Comi os famosos tacos mexicanos (sem trocadilhos ok? Estamos falando em culinária) regado a pimenta, o que é medicamente PROIBIDO  para mim e ainda bem que meu médico não lê meu blog, o que me fez sentir LIKE A DRAGON enquanto mordia um pedaço de comida e sorvia avidamente goles generosos de suco e teve um resultado catastrófico no meu tratamento de saúde, mas assim, VALEU A PENA;
- Encontrei um hotel, aliás, encontramos porque o meu irmão estava junto nessa, um hotel  muito estilo “sobreviva se puder” onde a quantidade de mosquitos no quarto me fez pensar em uma das pragas bíblicas e que 2012 poderia ser realmente um ano do apocalipse, fora o travesseiro modelo e conforto “a la” Flinstones.




Janeiro nem terminou e eu sinto que esse ano promete.


Em tempo: Consegui neste exato momento (14:15 de 28/01/2012) derramar super cola nas pernas e agora tento desesperadamente tirar essa droga com acetona...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Quanto custa ser professor(a)?

Antes que os seguidores iniciem sua leitura com um preconceito formado, pensando que este texto vai abordar salário e plano de carreira, MUITA CALMA, não é este o foco.
Deixo aqui minha indignação que pode não ser compartilhada por outras pessoas, mas que é minha e que farei valer este espaço que é meu, para publicar minha mazela profissional.
Quanto custa ser professor (a) hoje?
Financeiramente? Prefiro não comentar.
Me refiro primeiramente ao tempo. Quanto do meu tempo eu invisto sendo professora?
Contando que a semana é constituída por sete dias e que estes dias possuem 24h, totalizaremos 168h, muito bem.
Durante 4 dias úteis eu trabalho 32h em sala de aula. (restam 136h). Em casa eu preciso: Organizar os cadernos de chamada de 10 turmas, sendo que 4 delas tem 40 alunos cada. Eu preciso então corrigir 160 provas, trabalhos, cadernos, notas, fazer provas e preparar aulas por semana; isso me rouba em 7 dias, umas 20h semanais de dedicação exclusiva (ou mais, certamente).
Evidente que o salário não dá, então eu preciso agregar mais dois empregos ao magistério, o que me ocupa, em média 10h por semana, totalizando até agora 62h de trabalho.
Descontando o tempo que eu DEVERIA ter para dormir, no mínimo 8h por dia, teremos de sono: 56h .
Somando então as minhas horas de sono as horas que gasto trabalhando: 118h.
Agora, soma-se as horas que preciso comer, tomar banho e me deslocar de um trabalho para outro: mais 27h semanais.
Me restam: 23h por semana ou 3h e 30 minutos para eu poder estudar para concurso, curtir minha família, amigos e namorado.
Não me parece justo. Lhe parece justo?
Enquanto eu tento acumular tudo para os 5 dias ditos úteis e poder colocar essas 23h mais no final de semana.

Aaaaaah eu ainda tenho que lavar roupa e limpar a casa. Se foram mais algumas horas.
Quanto custa ser professor? Nunca teremos um piso salarial que pague o trabalho que fazemos.

Enquanto isso na sala de justiça, deputados ganham apartamentos, auxílio vestimenta e os professores ganham um vale-ração [sim ração!] que é menos do que o bolsa família!

sábado, 14 de maio de 2011

Medo em casa


Coisas que dão medo em casa. Ir no banheiro de madrugada, ranger de portas, ter que tomar água na cozinha escura, bonecos no quarto depois de ter visto Brinquedo Assassino (para os mais jovens compreenderem: http://www.youtube.com/watch?v=HqJl2MUBDwM )

Todas essas coisas não passam de mero fruto da nossa imaginação (ou não), mas existem coisas piores do as sobrenaturais. Existem as ameaças reais, rastejantes, voadoras ou parasitas, enfim, medos REAIS que rondam nossa vida diariamente.

As baratas, por exemplo, lustrosas como um piso de madeira recém encerado, e nojentas como diarréia de buchada (eu imagino que seja nojento, nunca tive ¬¬), elas vivem secretamente nos cantos mais obscuros do seu lar, esperando pacientemente que todos durmam. E por que ela faz isso?

Bem, primeiro porque as baratas possuem certa sensibilidade a luminosidade, sensores em todo corpo identificam a queda de luz e então elas saem para aí sim, exercerem sua função principal: causar nojo.

As baratas que temos em casa, não possuem função ecológica aparente, as que vivem no mato (e são milhares!) sim, auxiliam na decomposição da matéria orgânica evitando que nos afundemos em lixo; mas essa que vive na sua casa tem como único objetivo lhe causar o maior dano possível, então não se sinta culpado em amassá-la ferozmente como se fosse um grande exterminador que acaba de salvar o mundo.

Mas matar uma barata não é uma tarefa que qualquer ínfimo ser humano pode fazer e obter sucesso, é necessário um dom especial ou um inseticida de máxima eficácia. Se for realmente matá-la é normal sair frustrado, isso porque a bicha, não satisfeita em carregar bactérias, fungos e protozoários junto com ela e ser completamente desagradável tem pêlos na bunda, “É”, baratas tem bunda e, pasme uma bunda peluda que serve para aumentar a sensibilidade dela aos predadores, o que lhe permite aquela maldita agilidade que nos faz ficar de quatro no chão tentando matar uma barata que faz malabarismos na nossa frente, humilhando-nos sem piedade e nos deixando incapacitados pela dor no ciático (O que é ciático? Veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nervo_ci%C3%A1tico).

Asquerosa como só ela sabe ser, quando você acertar aquela boa chinelada, certifique-se de que ela está realmente morta, porque como qualquer ser enviado das trevas, ela ressuscita depois de inacreditáveis chineladas, que certamente se fôssemos nós a levá-los, nem ousaríamos nos mexer; mas ela não, ela é dissimulada, falsa e quando menos se espera ela desaparece. Matar uma barata requer algo como um pacto demoníaco.

Com uma ousadia de dar inveja, quando você está indefeso e ferrado no sono; ela sobre na sua cama, analisa friamente a situação, sente as vibrações que você envia e então vai imediatamente para a sua boca, nariz e olhos devorando vorazmente restos de comidas, remelas, ranhos e qualquer coisas que esteja “sobrando”, e não se encane, se ela tiver a chance ela vai entra na sua boca, nariz, ouvidos na busca insaciável por alimento, que nada mais é do que você.

Como qualquer maldição, eu sinceramente acredito que as baratas deveriam ter sido incluídas no Apocalipse como uma das pragas; ela se multiplica com uma velocidade absurda, em 150 dias de vida uma mamãe barata pode colocar no mundo 320 baratinhas jovens e vorazes. Dá pra acreditar? Cadê a sua fé nesta hora?

Não satisfeita em ser abominável, ela consegue viver sem cabeça, por que o ser que a fez, colocou tudo no tórax e a cabeça não passa de mero adereço decorativo com função de lhe transtornar.

Mas há salvação, se você quiser molar no círculo polar ártico. É só onde não existem baratas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Aos meus queridos INVEJOSOS

Hoje eu resolvi escrever sobre uma coisa que muitos negam, mas todos sentem. INVEJA. É evidente que eu não estou escrevendo sobre este assunto gratuitamente e sim porque e. Podem dizer o qustá presente de forma insistente do dia a dia.

Segundo o dicionário, inveja significa “desejar as coisas dos outros e não fazer força nenhuma para conseguir naturalmente ou por merecimento”.

Analisando meticulosamente, quem sente inveja e por que deseja algo que não possui, ou por falta de condições financeiras se for um bem material, ou por falta de inteligência se for inveja por sucesso acadêmica alheio, ou por incompetência se for no emprego, ou ainda se for por ausência de amor próprio e despeito se for por dor de cotovelo.

O fato é que, qualquer que seja o motivo a inveja vem carregada daquele sentimento e constatação da própria mediocridade, afinal, sentir inveja é constatar total incapacidade de conseguir aquilo que os outros possuem.

Vejam, essa é a minha visão do que é inveja e possivelmente haverão pessoas que não concordam, mas estamos abertos a deliberações para quem discordar.

Eu não posso dizer que nunca senti inveja, aquela inveja de ter um cabelo mais bonito (o que se resolve facilmente com um bom salão de beleza), ou de um corpo sem aquele excesso irritante de tecido adiposo que insiste em se acumular nos lugares mais visíveis (o que é incrivelmente fácil de remover, fechando a boca e fazendo umas abdominais); mas eu nunca senti inveja daquelas coisas que os outros conquistaram por competência, seriedade e que merecidamente são suas, eu vibro com o sucesso alheio porque sei como é conseguir aquilo que tanto se luta para ter.

Eu tenho tudo o que preciso, por ser essencialmente PERSISTENTE, trabalho realmente feito um burro de carga, é bem verdade, mas em nenhum momento, desde que optei por viver as minhas custas e somente minhas, eu voltei atrás.

Não sou digna de admirações ou ovacionamentos, longe disso. Mas aparentemente, existem pessoas que me consideram dignas de sua inveja. OBRIGADA :)

De fato, por muito tempo eu não imaginava que alguém pudesse sentir inveja de uma pessoa super comum como eu, mas as pessoas realmente não tem limites. Eu já senti inveja da minha gata, vendo ela deitada no sob o sol em uma manhã fria em que eu saia para trabalhar e ela ficaria deitada, aproveitando aquele momento sublime.

Nunca fui muito crente em nada, para dizer a verdade, mas fui em uma benzedeira e as palavras dela para mim foram as seguintes: “Carregadíssima! Isso é mau-olhado!”

Então eu separei carinhosamente este texto para meus queridos invejosos, esperando que eles se regojizem em seus momentos FOREVER ALONE, pensando no que poderiam ter, mas não tem e não terão por serem incompetentes, infelizes, medíocres, hipócritas, folgados, e afins.

Tenho três empregos. Trabalho horas intermináveis por dia e aparentemente meu dia tem mais que 24h porque eu consigo dar conta do recado.

Tenho amigos, ótimos, leais, que me ligam, me visitam, cuidam de mim, são verdadeiros, honestos, cruéis quando precisam me dizer na cara as coisas que não consigo ver e verdadeiros guindastes quando preciso ser reerguida.

Recebo inesperadamente presentes e elogios de pessoas que gostam do meu trabalho e me agradecem pela ajuda que dou sem esperar absolutamente nada em troca, afinal, é meu trabalho.

Sou independente, pago as minhas contas do meu bolso, posso me proporcionar o que eu quero e consigo com muito equilíbrio adquirir tudo.

Tenho um irmão que é meu parceiro, amigo e porto seguro.

Um namorado tão persistente quanto eu, parceiro, irritantemente necessário com suas cantorias e coisas que não me atrevo a dizer porque ele vai se achar.

Pai e mãe indescritíveis, resumí-los seria ofendê-los, o que são é algo impossível de descrever.

Busco, as vezes sem sucesso, não brigar, discutir, ofender [embora em pensamento seja outra história] e não desejar mal algum para qualquer pessoa, mesmo sabendo que posso estar recebendo um despacho digno de Hitler.

Fui ensinada desde cedo que, embora eu possa fazer o bem, não estou isenta de receber coisas ruins, mas que mesmo assim eu jamais perca a ternura e a capacidade de compreender que nem todos tiveram a sorte que eu tive de ser amada e educada da forma mais linda e pura que alguém pode ser.

Mas tudo bem, eu entendo; caros leitores, é difícil procurar ser bom em algo, conseguir ser bom e livrar-se do olho-gordo daqueles que nada possuem além da esperança de destruírem a felicidade alheia para não serem os únicos infelizes do mundo.

A inveja alheia pode ser mais do que o olho-gordo, mal olhado ou qualquer outra coisa. Cabe interpretações variadas, então eu resolvi optar por receber essas situações como um aviso de que tenho realmente tantas coisas boas que não posso reclamar de nada na minha vida e que não invariavelmente eu vou sempre conseguir o que eu quero...com ou sem mal-olhado.



quarta-feira, 9 de março de 2011

Coisas difíceis do dia a dia

Não existe nada totalmente prazeroso de se fazer em um dia extremamente comum, embora possa nos passar despercebido tudo aquilo que fazemos automaticamente, não significa que não nos cause desgosto e que inconscientemente vá se acumulando na caixinha de estresse que se localiza bem no nosso estômago e quando menos esperarmos ela se abre como aquelas caixas com um boneco dentro, só que de lá não sai um palhaço e sim uma úlcera.

Levantar de manhã cedo com aquela luzinha que passa por uma fresta da janela, todos os dias se torna uma parte importante e desagradável do despertar, você já acorda puto porque aquela luz te despertou antes do despertador tocar.

Ir direto ao banheiro e constatar que aquele papel higiênico que acabou na noite anterior segue , e que os rolos não vão parar sozinhos no banheiro, é pra estrear o primeiro xingamento do dia.

Abrir a geladeira e pensar: Por quê não se manifesta nada de bom aqui além deste leite suspeito e esses ovos muito antigos? É frustrante e fermenta o estômago faminto, que seguirá faminto porque, como você levantou antes do despertador tocar, já está irritado e sem paciência para fazer um café da manhã.

Ir trabalhar, enfrentar colegas chatos com seu bom humor matinal irritante é pra romper um tendão do pescoço.

Hora do almoço; e o que deveria ser a parte do dia que você só tende a ter prazer, se torna uma decepção de proporções catastróficas, porque é claro que aquilo que você considera comida, não é exatamente o conceito que as outras pessoas tem desta palavra e fazem exatamente aquele tipo de coisas que você considera NÃO comestível, como:

Lentilha = porque por mais bonita que ela seja, aqueles grãozinhos peludos nem gato come.

Mondongo = douradinho e temperado é lindo de morrer, mas bucho com textura de borracha mata qualquer um.

Radicci = pode até brilhar e cheirar bem, mas uma mordidinha é como comer urtiga com a boca em chagas.

Rins = são lindos anatomicamente falando e sua fisiologia é sem dúvida fascinante, mas não há admiração que sustente o gosto de água de privada.

Bife de fígado = aparentemente disfarçado sob uma grossa camada de molho é como uma bomba no olfato, o qual você nunca recuperará depois de inalar o “gás tóxico” que vem de um bife de fígado.

E como se não bastasse, você pede a sobremesa e dizem: TEM FRUTA. [Fuuuuuuuuuuuuuuuu]

Trabalhar a tarde, seguir encarando corajosamente todos os tipos de pessoas odiosas que possam e vão parecer pelo caminho.

Chega a hora de ir embora, você sobe no busão lotado, calor, crianças chorando e quando você finalmente chega em casa e liga a TV esperando pegar algum programa realmente bom, está dando APURAÇÃO DE VOTOS DAS ESCOLAS DO RIO DE JANEIRO.

Ninguém merece!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lavar roupa todo diiiiiiiiiia....mata.

Dá pra imaginar viver de lavar roupa?

Assim, ser LAVADEIRA por profissão?
É claro que as lavadeiras existem, somos nós, pobres mortais que jogam a roupa na máquina, colocam sabão em pó e giram o botão. Parece fácil, mas eu posso
dizer, não é!
As lavadeiras podiam ser classificadas de várias formas: as que lavavam na casa da patroa (uma dondoca que evidentemente nunca colocou a mão num sabão de barra e não sabia o trabalho que dava lavar aquele monte de panos) e as que lavavam na fonte ( no verão deveria ser bom, mas e no inverno?); as que lavavam por peça (difícil escolher uma peça para lavar. Já pensou lavar meias? Odeio!) e as que lavavam por mês (juntar roupas de um mês e lavar? NEM PENSAR!); as que apenas lavavam e as que lavavam e passavam, além das que lavavam e engomavam (heroínas!).

Deveria ser uma profissão muito valorizada, mas com absoluta certeza, nunca deram a uma lavadeira a sua devida importância.
Esfregar, molhar, ensaboar, quarar [palavra do teeeeeeeempo da vovó], enxaguar, esfregar novamente, bater [batiam as roupas contra pedras. Violentíssimo!], enxaguar, esperar secar, recolher, passar e por Deus, finalmente engomar. E com sorte elas não teriam que repetir o serviço, porque fazer tudo isso acarretava em roupas ainda sujas, que necessitavam uma reprise do massacre para tentar tirar a nhaca de uma semana de uso.
Felizmente, como passar dos anos alguém extremamente abençoado e com visão de futuro, inventou a máquina de lavar e hoje, praticamente toda dona de casa, tem uma na área de serviço e como eu sou extremamente moderna e descolada (entenda-se não dada a afazeres domésticos) a primeira compra que fiz para minha casa, foi uma máquina de lavar.
Linda, versátil e ecologicamente correta, ela se encaixou perfeitamente na micro área de serviço e tornou tudo bem mais fácil. Evidente que algumas peças exigem que minhas unhas sejam maltratadas com esfregões titânicos para tirar manchas, mas tudo bem; ou ia tudo bem até eu descobrir que até uma máquina tem limites.
Eu acredito que, por um lapso de atenção eu acabei ultrapassando consideravelmente os limites da lavadora, fazendo com que duas peças fossem parar exatamente
no eixo que a fazem girar e consequentemente funcionar.
O meu lado masculino que me impede de pedir ajuda de imediato e tem algum complexo de mecânico, resolveu que poderia solucionar isso se enfiasse o braço entre o cesto e a máquina e conseguisse milagrosamente retirar a blusa aos pedaços que estava completamente enroscada no eixo (VIDE FIGURA EXPLICATIVA).
Como um braço não foi o suficiente, pensei que os dois resolveriam os problemas.
Ali, se iniciava uma luta brutal que durou longos minutos entre a dor de braços apertados e a resistência implacável da devoradora de roupas.
Num dado momento eu estava disposta a desmontar a máquina e embebida por uma “inteligência” descomunal, eu peguei a chave de fenda e tentei levantar a tampa sobre o eixo, mas de alguma forma eu errei uma tampa com 30 centímetros de circunferência e atingi com toda minha ira, o meu polegar esquerdo; o que me fez acocar de dor e chamar minha mãe, mesmo que ela não pudesse me ouvir.
Eu não me entreguei, mesmo que corresse o risco de cair dentro da má
quina, afinal, eu tenho 1,60 cm e a máquina bate acima da minha cintura; eu com os dois braços trancados entre o cesto e a máquina puxei furiosamente aqueles malditos farrapos e enquanto me sentia extremamente estúpida e a dor no corpo já me impedia de continuar o bom senso foi vitorioso e eu desisti.

Uma semana depois duas boas almas arrumaram a máquina em bem menos tempo do que eu levei me dilacerando, gastei 20 reais e duvido muito que eu vá usar toda a capacidade da minha lavadora novamente.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lei de Murphy – Eu acredito


Eu realmente acredito, mais do que isso, tudo me leva a crer que aparentemente elas foram inspiradas em mim. ¬¬

Explico.

Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.

FATO: O HD do meu computador queimou, literalmente; levando com ele a produção científica de 7 anos de estudo e semanas de trabalho viraram cinzas a menos de 24h do prazo de entrega.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

FATO: Eu poderia JURAR que nunca usaria o manual da máquina de lavar e quando precisei ler me senti completamente IDIOTA. O amaciante deve ser colocado na porta amaciante. ¬¬ [tão óbvio mas aparentemente tão inacessível na máquina de lavar!]


Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.

FATO: Ainda mais quando a internet resolve oscilar entre funcionar mal e não funcionar.

Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.

FATO: em dois dias gastei os olhos na cara em um computador supostamente novo, mas evidente que passado um mês da validade [PQP].

Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:
a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.

FATO: Todos que souberam da minha desgraça computacional perguntaram porque eu não havia feito um backup ou salvo em email ou em pen drive.

Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.

FATO: E quando ele é bem feito, acaba sendo pulverizado por essa máquina criada pelo diabo, chamada computador.

Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.

FATO: minha carteira de habilitação venceu, eu bati o ombro na mesa da sala na tentativa infame de achar a tarracha do brinco que sumiu em alguma fresta do parquê e o siso voltou a incomodar.

As peças que exigem maior manutenção ficarão no local mais inacessível do aparelho.

FATO: Que o diga o técnico responsável pela recuperação não sucedida das informações contidas no meu finado HD.

Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você jogar fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.

FATO: Nunca usei as minhas monografias, agora eu precisava publicá-las. Mas foram incineradas.

A Natureza está sempre à favor da falha.

FATO: Fui buscar o computador na pausa da chuva, quando peguei ele, São Pedro concluiu seu trabalho de lavar a terra.
Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.

FATO: o meu dedo mindinho ainda dói.

Inteligência tem limite. Burrice não.

FATO: Gente desocupada enchendo o saco também não tem limites.

Guia prático para a ciência moderna: a) Se se mexe, pertence à biologia.
b) Se fede, pertence à química. c) Se não funciona, pertence à física. d) Se
ninguém entende, é matemática. e) Se não faz sentido, é psicologia.

FATO: Se queimar documentos importantíssimos da sua vida profissional, é da informática.


Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele.

FATO: Meus alunos não tem mais nada o que fazer MESMO, então vou massacrá-los até expremer as últimas gotas de energia e depois eles vão me olhar com um misto de amor e ódio porque tudo que eu os fiz estudar caiu no vestibular.

O dia de hoje foi realmente necessário?

FATO: Eu realmente poderia deletar o dia de hoje.

A luz no fim do túnel, é o trem vindo na sua direção.

FATO: ou um motorista alucinado que aparentemente não consegue reconhecer faixa de segurança ou é daltônico e nãoé capaz de ver a cor vermelha. Ou ambos!


A vida é uma droga. E você ainda reencarna.

FATO: e na vida passada eu devo ter sido filha da p&%$# ao extremo e agora estou pagando.

Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.

FATO: preciso de mais umas 5h no meu dia.

Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.

Não tenho banheira mas se tivesse e resolvesse relaxar, o telefone não tocaria mas certamente o interfone e seria engano. Acontece quando estou sestiando. A idéia é basicamente a mesma.
A beleza está à flor da pele, mas a feiúra vai até o osso!

FATO: Não existem limites para a feiura e quanto mais feia for uma pessoa, mais ela insiste em agredir seu olhos com a presença dela achando que realmente é bonita.

O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.

NÃO TENHO DÚVIDAS DISSO.


Toda partícula que voa sempre encontra um olho.

FATO: de maneira prodigiosa eu consegui fazer com que uma particula da lixa de unha saltasse diretamente no meu olho direito me fazendo sentir dor e uma vontade dilacerante de cortar os pulsos com uma bolachinha maria.