segunda-feira, 25 de abril de 2011

Aos meus queridos INVEJOSOS

Hoje eu resolvi escrever sobre uma coisa que muitos negam, mas todos sentem. INVEJA. É evidente que eu não estou escrevendo sobre este assunto gratuitamente e sim porque e. Podem dizer o qustá presente de forma insistente do dia a dia.

Segundo o dicionário, inveja significa “desejar as coisas dos outros e não fazer força nenhuma para conseguir naturalmente ou por merecimento”.

Analisando meticulosamente, quem sente inveja e por que deseja algo que não possui, ou por falta de condições financeiras se for um bem material, ou por falta de inteligência se for inveja por sucesso acadêmica alheio, ou por incompetência se for no emprego, ou ainda se for por ausência de amor próprio e despeito se for por dor de cotovelo.

O fato é que, qualquer que seja o motivo a inveja vem carregada daquele sentimento e constatação da própria mediocridade, afinal, sentir inveja é constatar total incapacidade de conseguir aquilo que os outros possuem.

Vejam, essa é a minha visão do que é inveja e possivelmente haverão pessoas que não concordam, mas estamos abertos a deliberações para quem discordar.

Eu não posso dizer que nunca senti inveja, aquela inveja de ter um cabelo mais bonito (o que se resolve facilmente com um bom salão de beleza), ou de um corpo sem aquele excesso irritante de tecido adiposo que insiste em se acumular nos lugares mais visíveis (o que é incrivelmente fácil de remover, fechando a boca e fazendo umas abdominais); mas eu nunca senti inveja daquelas coisas que os outros conquistaram por competência, seriedade e que merecidamente são suas, eu vibro com o sucesso alheio porque sei como é conseguir aquilo que tanto se luta para ter.

Eu tenho tudo o que preciso, por ser essencialmente PERSISTENTE, trabalho realmente feito um burro de carga, é bem verdade, mas em nenhum momento, desde que optei por viver as minhas custas e somente minhas, eu voltei atrás.

Não sou digna de admirações ou ovacionamentos, longe disso. Mas aparentemente, existem pessoas que me consideram dignas de sua inveja. OBRIGADA :)

De fato, por muito tempo eu não imaginava que alguém pudesse sentir inveja de uma pessoa super comum como eu, mas as pessoas realmente não tem limites. Eu já senti inveja da minha gata, vendo ela deitada no sob o sol em uma manhã fria em que eu saia para trabalhar e ela ficaria deitada, aproveitando aquele momento sublime.

Nunca fui muito crente em nada, para dizer a verdade, mas fui em uma benzedeira e as palavras dela para mim foram as seguintes: “Carregadíssima! Isso é mau-olhado!”

Então eu separei carinhosamente este texto para meus queridos invejosos, esperando que eles se regojizem em seus momentos FOREVER ALONE, pensando no que poderiam ter, mas não tem e não terão por serem incompetentes, infelizes, medíocres, hipócritas, folgados, e afins.

Tenho três empregos. Trabalho horas intermináveis por dia e aparentemente meu dia tem mais que 24h porque eu consigo dar conta do recado.

Tenho amigos, ótimos, leais, que me ligam, me visitam, cuidam de mim, são verdadeiros, honestos, cruéis quando precisam me dizer na cara as coisas que não consigo ver e verdadeiros guindastes quando preciso ser reerguida.

Recebo inesperadamente presentes e elogios de pessoas que gostam do meu trabalho e me agradecem pela ajuda que dou sem esperar absolutamente nada em troca, afinal, é meu trabalho.

Sou independente, pago as minhas contas do meu bolso, posso me proporcionar o que eu quero e consigo com muito equilíbrio adquirir tudo.

Tenho um irmão que é meu parceiro, amigo e porto seguro.

Um namorado tão persistente quanto eu, parceiro, irritantemente necessário com suas cantorias e coisas que não me atrevo a dizer porque ele vai se achar.

Pai e mãe indescritíveis, resumí-los seria ofendê-los, o que são é algo impossível de descrever.

Busco, as vezes sem sucesso, não brigar, discutir, ofender [embora em pensamento seja outra história] e não desejar mal algum para qualquer pessoa, mesmo sabendo que posso estar recebendo um despacho digno de Hitler.

Fui ensinada desde cedo que, embora eu possa fazer o bem, não estou isenta de receber coisas ruins, mas que mesmo assim eu jamais perca a ternura e a capacidade de compreender que nem todos tiveram a sorte que eu tive de ser amada e educada da forma mais linda e pura que alguém pode ser.

Mas tudo bem, eu entendo; caros leitores, é difícil procurar ser bom em algo, conseguir ser bom e livrar-se do olho-gordo daqueles que nada possuem além da esperança de destruírem a felicidade alheia para não serem os únicos infelizes do mundo.

A inveja alheia pode ser mais do que o olho-gordo, mal olhado ou qualquer outra coisa. Cabe interpretações variadas, então eu resolvi optar por receber essas situações como um aviso de que tenho realmente tantas coisas boas que não posso reclamar de nada na minha vida e que não invariavelmente eu vou sempre conseguir o que eu quero...com ou sem mal-olhado.



2 comentários:

Carol Lindemeyer * disse...

muito bom!

Flavinha ^_^ disse...

FALOU TUDOOOO!
Amei!!!! =]
BeijoOoO ^_^