domingo, 13 de junho de 2010

Coisas que não se percebe.

Estou a dias sem postar absolutamente nada.
Com muito trabalho; pouco tempo e muitas coisas inacabadas.
Eu queria ser uma daquelas pessoas que simplesmente escreve e tudo flui, ter sacadas geniais, ter um vocabulário mais rebuscado para utilizar de formas que me fizessem produzir textos mais inteligentes, divertidos ou tristes, mas interessantes. Hoje eu tenho certeza que isso não vai acontecer. Eu não tenho criatividade constante e só senti vontade de escrever. Na verdade eu pensei em escrever tudo e quem sabe nada saia do rascunho, mas a tentativa é válida.
Eu trabalho ou tenho trabalhado tantas horas semanais e simplesmente passado pela semana levando tudo que estiver na minha frente como um carro em uma reta; que está prestes a chegar ao limite do velocímetro.
Eu não havia percebido o quanto, as coisas que gosto foram deixadas de lado, as pessoas que gosto deram lugar as horas infinitas de aulas e preparação de materiais; a quantidade absurda de compromissos profissionais [depois desse texto tenho que escrever um para o jornal]; a falta que me fazem coisas que tempos atrás não faziam diferença.
Eu estou passando pelos dias sem notá-los, sem viver os detalhes, sem saborear os alimentos; sem perceber a sede até que a cabeça esteja doendo, o corpo ofegando e a boca completamente seca.
As coisas inacabadas estão jogadas nos cantos do meu micro quarto esperando serem guardadas nos seus devidos lugares ou colocadas fora definitivamente.
Hoje eu percebi que estou realmente cansada, que as minhas vontades se resumem a chegar no final do dia e me aconchegar no sofá, em silêncio e esvaziar tudo que vivi no dia ou simplesmente dormir.
Eu percebi neste exato momento que a solidão que provoquei na minha vida é consequência de escolhas minhas e somente minhas e que assim como me proporcionam o nada é neste nada que sou eu sem limitações, sem me sentir como se não fosse nunca suficiente.
Domingo, 12:59; o programa é organizar o guarda-roupa que está estranhamente bagunçado pois não lembro dos momentos em que simplesmente atirei coisas nele ao invés de colocar cuidadosamente.
Organizar cadernos de chamada e matérias da semana que vem relembrando o horário caótico de trabalho.
Tomar um mate. Sozinha. Quem sabe um filme na locadora. Quem sabe um chocolate quente preparado pelas minhas não tão habilidosas mãos.
Aaaaaaah já ia esquecendo, tenho uma matéria para escrever. O trabalho me chama....
Não gosto de usar o blog desta forma, mas afinal, ele é meu, usarei da maneira que achar mais conveniente e hoje ele é a minha penseira [vide: Harry Potter].

3 comentários:

Mary_Flor disse...

Adri. Adorei o texto!
Realmente amiga, as vezes não nos damos conta do passar dos dias, das horas, sempre escravo do tempo e das tarefas que temos a realizar.
É bom ficar uns minutinhos sem fazer nada, refletir e pensr porque nossas vidas estão do jeito que estão!

Te entendo pois há tempos atrás minha vida estava assim.
Ainda estou consertando-a!

Beijos menina.
Ótimo domingo! =]

. Nanda Lima disse...

Ultimamente tenho me sentido assim, normal.. Odeio coisas normais --'
É a vida ou não
Enfim, beijos :*

Gil Sampaio disse...

Nossa conheço essa história só muda os personagens, estava me sentindo assim há alguns meses, hoje começo a me encontrar de novo, acho que tem a ver com parar e refletir um pouco, mas só to especulando que a reflexão pode ajudar, porque eu precisei de analise e psiquiatra rs rs rs, sempre tive medo de fazer analise e perder a inspiração, resolvi tentar. É preciso entender a diferença de solidão e solidez rs rs, licença poética né. Às vezes é melhor estar sozinho do que estar com uma pessoa que esta roubando sua energia, parasitando sua luz e você nem percebe, enfim inspiração vem e vai um dia se estamos por baixo outro dia estamos por cima. Até quando você acha que tá escrevendo coisas comuns você arrebenta, acho muito mais legal quando leio algo e consigo ver que a pessoa escreveu o que ela sentia, quando você lê algo que é tão sincero e pessoal que parece que a pessoa esta falando bem próximo ao seu ouvido, entende? ai não se sinta em... rs rs.